A
história de nosso Senhor sobre um filho pródigo ilustra o amor e a graça de
Deus para as pessoas desobedientes. A história é sobre a salvação. É o ponto
principal da parábola. Mas não podemos evitar ver outras lições grandes e
poderosas. Uma lição aqui é de um pai que deixou seu filho ir. Todo pai luta
com isso. Chegará uma hora quando nossos filhos farão decisões e escolhas com
as quais nós não concordamos.
Pais
amorosos tentarão convencer seus filhos a fazer de outra maneira. Às vezes, os
filhos já decidiram e simplesmente não serão convencidos do contrário. Os pais
podem implorar, repetir, pregar, ameaçar, chorar e orar. O pai na história de
Jesus, que representa Deus, deixou o filho ir.
“Certo
homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos
bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres. Passados não muitos dias, o
filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu, partiu para uma terra distante e
lá dissipou todos os seus bens, vivendo dissolutamente” Lc. 15. 11-13
Frequentemente
os pais se culpam pelas escolhas insensatas que seus filhos fizeram. Eles se
perguntam, “Talvez fomos rígidos demais?” ou “Talvez lhes demos liberdade
demais?” O filho mais novo de Lucas 15 cometeu alguns erros grandes. Alguém
ousaria culpar Deus pelas escolhas que este filho fez? Deus foi um pai ruim?
Deus foi rígido demais? Uma das coisas mais difíceis a fazer é deixar um ente
querido arcar com as consequências das escolhas que fez.
É
preciso aprender a responsabilidade. Há consequências pelas escolhas. Pode
observar que o Pai não correu atrás do seu filho em Lucas 15. Nem mandou
dinheiro para ele quando estava humilhado e acabado. O rapaz aprendeu uma
lição. Ele percebeu que a vida em casa era melhor do que a aventura no pecado e
aprendeu que seu pai era um amigo gracioso e benevolente, isso porque seu pai o
deixou ir.
Deixar ir:
● Deixar ir não significa parar de se preocupar,
significa que não posso fazer pela outra pessoa.
● Deixar ir não significa me isolar da pessoa, é o
reconhecimento de que eu não posso controlá-la.
● Deixar ir não é capacitar, mas é permitir que
aprenda com as conseqüências.
● Deixar ir é admitir a impotência, que significa
que o resultado não está em minhas mãos.
● Deixar ir não é cuidar de, mas se preocupar com.
● Deixar ir não é consertar, mas é dar apoio.
● Deixar ir não é estar no meio organizando todos
os resultados, mas é permitir que os outros causem seus próprios resultados.
● Deixar ir não é ser protetor, é permitir que o
outro enfrente a realidade.
● Deixar ir não é negar, é aceitar.
● Deixar ir é temer menos e viver mais.
Pense
nisso.

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