Porquanto quem quiser salvar a sua vida, a
perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, encontrará a verdadeira
vida. Mt. 16. 25
Seis
homens ficaram bloqueados numa cabana por uma avalanche de neve. Teriam que
esperar até o amanhecer, para poderem receber socorro.
Cada
um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual
eles se aqueciam. Se o fogo apagasse, todos morreriam de frio antes que o dia
clareasse.
Chegou
a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem
sobreviver.
O
primeiro
homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu
que um deles tinha a pele escura. Então ele raciocinou consigo mesmo: Aquele
negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro. E guardou-as protegendo-as
dos olhares dos demais.
O
segundo
homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de
uma dívida. Olhou ao redor e viu um círculo em torno do fogo bruxuleante, um
homem da montanha, que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas
roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas do valor da sua lenha e enquanto
mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou: Eu, dar a minha lenha para aquecer
um preguiçoso.
O
terceiro
homem era o negro. Seus olhos faiscavam de ira e ressentimento. Não havia
qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade moral que o sofrimento
ensinava. Seu pensamento era muito prático: é bem provável que eu precise desta
lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar
aqueles que me oprimem. E guardou suas lenhas com cuidado.
O
quarto
homem era o pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos,
os perigos e os segredos da neve. Ele pensou: Esta nevasca pode durar vários
dias. Vou guardar minha lenha.
O
quinto
homem parecia alheio a tudo. Era um alienado. Olhando fixamente para as brasas.
Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava. Ele estava
preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser
útil.
O
último
homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosa das mãos, os sinais de uma
vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido. Esta lenha é minha. Custou
o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos meus gravetos. Com
estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da
fogueira se cobriu de cinzas e finalmente apagou.
Ao
alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à cabana encontraram
seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha.
Olhando
para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse: o
frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro.
“Todos os males têm sua origem no egoísmo e no
orgulho”.
Não
tarde nesse dia, nessa hora de fazer uso de sua LENHA para salvar outros e
principalmente a ti mesmo... Jesus nos confronta a cerca do valor de nossa vida
e, a quem ela pertence.
Pensei
nisso!
meusonhonaotemfim.org.br

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