Fiquei
surpresa de ver como tantos jovens no Ocidente são ligados a drogas. Tentei
descobrir a razão. Por que isso acontece quando no Ocidente as pessoas dispõem
de mais bens do que no Oriente? A resposta foi: Porque não há ninguém na
família para acatá-los.
Nossos
filhos dependem de nós para tudo – saúde, alimento, segurança e o conhecimento
e amor de Deus. Por tudo isso eles nos olham com confiança, esperança e
expectativa.
Mas
freqüentemente os pais estão tão ocupados que não tem tempo para os filhos, ou
talvez nem sejam casados ou desistiram do casamento. Como consequência, os
filhos vão para as ruas e se envolvem com drogas e outras coisas. Falamos aqui
do amor à criança, que é onde o amor deve começar. Estes são os fatores do
rompimento da paz...
Pessoas
materialmente pobres podem ser maravilhosas. Certa noite, saímos e apanhamos
quatro pessoas na rua (na Índia). Uma delas estava em péssimas condições. Eu
disse às Irmãs: “Vocês cuidam das outras três; cuidarei daquela que parece
estar em piores condições”. Fiz por ela tudo o que o meu amor permite.
Ao
colocá-la na cama, havia um lindo sorriso em seu rosto. Ela segurou minha mão e
disse apenas uma palavra: “Obrigada!”, e então morreu. Não pude deixar de fazer
um exame de consciência perante a mulher. E me perguntei o que eu diria se
estivesse em seu lugar.
A
resposta era simples. Teria tentado atrair um pouco de atenção para mim,
dizendo: “Estou com fome, vou morrer; estou com frio e sinto muita dor” – ou
algo assim. Mas ela me deu muito mais – seu amor agradecido. Morreu com um
sorriso nos lábios.
Houve
também um homem que pegamos no esgoto, parcialmente comido por vermes, que,
depois de levado ao asilo, disse apenas: “Tenho vivido na rua como um animal,
mas vou morrer como um anjo, amando e recebendo atenção”.
Então,
depois de removermos todos os vermes do seu corpo, com um grande sorriso tudo o
que disse foi: “Irmã, vou para casa estar com Deus”, e morreu. Foi maravilhoso
ver a grandeza daquele homem que podia falar daquela maneira sem culpar
ninguém, sem fazer comparações. Como um anjo – essa é a grandeza das pessoas
espiritualmente ricas embora materialmente pobres.
Não
somos assistentes sociais. Podemos estar fazendo um trabalho social aos olhos
de alguns, mas devemos ser contemplativos diante do coração do mundo. Temos que
trazer a presença de Deus para a família, pois a família que ora unida
permanece unida.
Há
muito ódio e miséria pelo mundo, e nós, com nossa prece e sacrifício, começamos
o ensinamento do amor em casa, e não importa o quanto fazemos, mas, quanto amor
colocamos naquilo que fazemos.
“Qualquer
ato de amor é um trabalho pela paz.” - Madre Teresa de Calcutá
Pense
nisso.