Pe. Raimundo Possidônio C. Mata & Ir. Cecília Tada – Amazônia, Desafios e perspectivas para a missão. Resumo da parte 3 Situação Atual da Amazônia: Necessidades e Oportunidades nos Campos Socioeconômicos e Políticos. Processos socioculturais na Amazônia. Pp. 109-132.
O autor faz uma analise entre os aspectos econômicos e políticos numa relação entre sociedade e meio ambiente. É um caminho complexo, onde coadunam os movimentos populares que provocam reações diversas sobre o meio em que vive bem como as ações políticas econômicas governamentais. A discutição em torno do meio ambiente e relação da sociedade como num todo, urbano ou rural e o ponto chave dessa pesquisa.
O cenário rondoniense no seu processo de desbravamento tem dois aspectos intrigantes, primeiro caso; as ocupações desordenadas, invasão e ocupação. Segundo caso; a economia e a política enfrentada pelas populações tradicionais, índios e ribeirinhos frente à situação dos projetos de desenvolvimento sobre a região. As ocupações seja ela por pequenos produtores, seringueiros etc., foram às principais frentes para que o cenário florestal sofresse mudanças drásticas. Embora em conflito com o sistema capitalista, vem fazer uso dele para poder se afirmar também nas terras.
A Ocupação Desordenada dos Territórios Urbanos
A causa do desmatamento e da invasão sobre terras devolutas ou ainda sobre propriedades ociosas não esta atrelada somente ao pobre. Há fatores econômicos e políticos por traz de tudo isso. O pobre serve somente como curral eleitoral, mesmo sob influencia políticas sórdidas e mandatos de despejo ele sempre resiste às duras quedas da vida.
As agencias imobiliária e os grandes posseiros são os maiores beneficiados com a desapropriação dessas terras que estavam ocupadas pelos pobres. Agora é o progresso, construção de condôminos, ruas e asfalto ou ainda grandes plantações agrícolas que assume o cenário que outrora terra sem lei agora o futuro do desenvolvimento, a exemplo a construção da BR-163 Cuiabá-Santarém, foco de grande confusão em nome da economia.
A de escolas, hospitais, órgão do poder publico mostra ineficiência do Estado moderna e sua omissão com os povos indígenas e ribeirinhos é a principal causa das evasões de seus locais vindo atrás de prosperidade e comodidade nas cidades, dão um volume maior nas favelas.
O Uso insustentável dos Recursos Naturais
A falácia dos grandes projetos para extração dos recursos naturais é que o progresso tem tecnologia a seu favor e podem de forma sustentável destruir o meio ambiente e de forma considerável reestruturá-lo novamente. Temos como exemplo o complexo das usinas do Madeira, onde pouca coisa será efetivamente perdida. Será? Assim diz os relatórios e medição do impacto ao meio ambiente.
1 – Recursos hídricos e minerais
Numa leitura tecnologia ambiental Possidônio faz apontamentos a respeito do uso dos recursos hídricos e natural e a importância de leis que regularize os setores de exploração. O Poder Publico em sua função quase nunca registra uma ação contraria ao uso desordenado dessas riquezas. A ferramenta pela qual é de uso são os licenciamentos ambientais onde nele consta que a empresa esta com os seus relatórios e pesquisa em ordem. Nesse sentido não há uma política adequada para organizar nem o uso das águas bem como os cuidados com ela principalmente na Amazônia.
2 – A diversidade biológica e os conhecimentos tradicionais
A Amazônia é o berço de umas das maiores biodiversidade do mundo. Mas há pelo menos dois riscos para esse centro de biodiversidade: 1-os grandes projetos de desenvolvimento, isto é, estão focalizados na necessidade do agronegócio e empresas do ramos extrativistas. 2-proposta do poder publico da exploração sustentável das florestas nacionais, tentando assim atrair empresas consorciadas para o ramo.
Mas um fato que Possidônio chama a atenção é para o conhecimento tradicional desses recursos dos quais o poder publico tenta ignorá-los, causando assim a exclusão tecnológica e fazendo com que os nativos fiquem somente como fonte secundaria e operário de carga para as suas necessidades de pesquisa.
Os Riscos para as Sociedades Amazônicas
A economia predatória partidária, vindo das famílias oligárquicas pare ser a ferramenta essencial para a exclusão dos povos tradicional somada à migração para os grandes centros urbanos, bem como a omissão do Poder Publico na sua ineficiência de fiscalização, vem contribuir com dois pontos de relevância segundo Possidôni; que são: a aparência de que os conflitos sociais são confundidos com o ato de ilegalidade, onde o poder publico é dominado por oligarquias e fazem uso da policia para o desapropriamento, seja urbano ou rural. Nesse caso encontra se dois defensores a Igreja Católica e os Direitos Humanos que atuam nas negociações; outro ainda é a formação de grandes redutos eleitorais formado pelas oligarquias onde recrutam cabos eleitorais dentre o próprio povo. O campo é fértil para a proliferação de campanhas políticas entres os desorganizados facilitando a perpetuação da família no poder para defender os interesses pessoais.
1 – A questionável gestão do poder publico
O cenário político na Amazônia é bem eclético e convergente. Tanto a autarquia como a oligarquia têm feito manobras políticas para se beneficiarem das influencias na esfera Federal. Contudo que o Executivo Federal venha fazendo vistoria nas ações publica do Estado, as espúrias desses dois grupos ainda assim saem ileso muita das vezes, quando muito recorre em ultima instancia no STF.
Há pelo menos mais dois modos de intervenção do Executivo Federal na Amazônia, programa interventivos de subsídios, ou seja, financiam a indústria e a agropecuária, bem como os fundos de conservação do meio ambiente. Oriundas de fontes internacionais. O primeiro grupo de investimento são os maiores beneficiários, por que visão uma implementação de pesquisas tecnológicas etc., o que garante credito aos setores interessado o segundo é investimento vindo de ONG´s ambientalistas ou de caráter religioso, mas tanto os investimentos bem como o publico alvo são susceptível a corrupção tanto do poder publico como dos grupos que manuseia o investimento. Essas organizações que tão voluntariamente investem no bem estar do meio ambiente e dos nativos na Amazônia, não estão só querendo fazer uma boa ação se não de olho na possibilidade de manobra política e coerção futura como fez na ditadura militar.
2 – vulnerabilidades sociais
O autor a esse respeito diz:
“então, a vulnerabilidade social assumiu sua feição mais perniciosa: moeda de troca entre os vulneráveis e a oligarquias política. Foi assim que força jogou uma parcela significativa dos povos macuxi conta seus próprios interesses.”
Dados revelados sobre a precariedade da natalidade infantil e o caos sobre a reserva “Raposa do Sol” mostra nos como os poderes predatórios pouco se importam com os mais fracos. Ate parece que estamos vendo aqui a lei de Darwin os fracos serve é o reflexo da superioridade dos mais fortes.
Com essas manobras os fortes depreciam a capacidade dos vulneráveis e com políticas pouco louvável destorcem os fatos a seu favor como essa intervenção do governo Neudo fazendo um papel interlocutório de bom administrador, mas, esta na verdade corrompendo as lideranças.
Considerações Finais: Perspectivas e Desafios
A satisfação de um projeto auto-sustentável esta longe de ser realidade na Amazônia. Tanto a sociedade tradicional como as políticas publicas que prevê políticas de gerenciamento para consolidação, preservação ambiental da região fica a quem de ser uma ferramenta capas de ser usada para o bem tanto da natureza (desenvolvimento sustentável) quanto para as pessoas.
Essa crise produz no cenário da Amazônia produz dois tipos de discursos quase que antagônicos. O primeiro diz que o desenvolvimento sustentável e real e não uma utopia. O que ocorre são os movimentos indigenistas e os ambientalistas fazem com que haja um retardamento e ate mesmo afasta investidores causando uma ruptura na infra-estrutura, onde acaba aumentando o numero de pobreza e o subdesenvolvimento.
Em segundo estão as associações comunitárias, cooperativas organismo internacional enfim, afirmam que seus projetos são viáveis e trazem sustentabilidade para o desenvolvimento socioambiental da região. Logo o que temos é apenas a cosmo visão dos fatos que pode mudar dependendo do lado em que se estiver ser pessimista ou otimista. Embora antagônicos em sim os movimentos busquem se auto-afirmarem em cima de pesquisa tecnológicas e dados apresentados.
Há meu entender ambos os lados têm argumentos contundentes e favoráveis para o desenvolvimento, o único fator diferencial é os interesses mercadológicos capitalistas que estão por traz e move o mundo inteiro. Um prevê acumulo de bens e o outro distribuição desses bens. Um vê progresso na destruição e o outro são capazes de ver desenvolvimento e progresso no uso adequando dos recursos naturais e humanos.
Todavia não dá mais para parar com a degradação ambiental. Em ultima noticia, os cientistas dizem que mesmo que todo o planeta parece com a poluição imediata, não teria como para o impacto sobre a face da Terra, nem mesmo na atmosfera. Não volta mais. Caminhamos rumo a um futuro inserto, onde a única coisa certa é Deus.
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